segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Ingrid Bergman, encanto à meia-luz

"O aspecto saudável e natural e a personalidade da sueca Ingrid Bergman (1915-82) tornaram-na uma estrela popular em Hollywood nos anos 40 em filmes como Por Quem os Sinos Dobram (1943) e Meia Luz (1944), que lhe valeu o Óscar de Melhor Atriz. Outros papéis nos anos 40 incluem Paula Alquist em A Casa Encantada (1945) de Hitchcock. Bergman, que fez de freira em Os Sinos de Santa Maria (1945) e Joana d’Arc (1948), abalou Hollywood em 1949 quando deixou a família pelo realizador italiano Roberto Rossellini. Apesar de isso ter sido anos antes de fazer outro filme americano, com Anastasia (1956) ganhou outro Óscar – o que pode ter assinalado o “perdão” de Hollywood" (Bergan 2008, 423).



Ingrid Bergman, beleza sueca, serenidade mundial. Não há mulher no cinema que transmita maior serenidade que Ingrid. Não é uma beleza perfeita e completamente convencional. O rosto é demasiado largo e o nariz grande. Mas a serenidade e a luz do rosto estão sempre lá para compensar e, até superar, a fragilidade da beleza. Não há rosto, em preto e branco, mais luminoso que o de Ingrid. Em “Casablanca”, mais especificamente na cena em que se despede de Bogart antes de partir de Marrocos com o seu marido, o seu rosto é luz, não meia-luz.




O sotaque, o olhar claro e sonhador dão-lhe um ar exótico.




Cansada de papéis de rapariga boa, a sueca conseguiu o papel sexy em “Dr. Jekyll and Mr. Hyde”. Esteve muito bem! Nunca pensei que Ingrid pudesse ser sexy, mas ela provou o contrário. Apesar de tudo, os seus papéis de mulher virginal são os meus favoritos, como é o caso em "Notorious" e "Gaslight". Nestes filmes, assim como em "Dr. Jekyll and Mr. Hyde", Ingrid interpreta mulheres desamparadas e sedentas de amor. O estilo vitoriano em "Gaslight", que já havia adoptado em “Dr. Jekyll and Mr. Hyde”, fica-lhe lindamente. Reforça o seu papel de vítima. O espartilho, o cabelo muito arranjado é opressivo, sendo que a opressão é sentida por ela ao ser alvo da crueldade de Charles Boyer, em "Gaslight", e de Spencer Tracy em “Dr. Jekyll and Mr. Hyde”.




O seu sofrimento causado por um marido é também refletido em "Notorious", sendo que o maravilhoso Claude Rains (Louis Renault em “Casablanca”) é o seu esposo neste filme de suspense.


















A seguir a Grace Kelly, Ingrid é, provavelmente, a maior musa loira de Hitchcock. Fez três filmes com o mestre do suspense, embora "Splellbound" seja aborrecido.


“Casablanca” é o seu filme mais conhecido. E o papel de Ilsa na obra da Warner Brothers é o seu papel mais famoso. Ingrid nunca compreendeu isso, visto que ela não esperava que o papel de Ilsa em “Casablanca” fosse tão importante, tão marcante para o público.






Ingrid é uma das maiores atrizes de todos os tempos. Eu não sei  se ela seria capaz de interpretar mulheres fortes e destemidas. Mas quem sabe se a sueca não seria capaz. Afinal, Ingrid foi uma mulher forte, destemida. Renunciou a uma carreira em Hollywood para ceder ao seu amor por Roberto Rossellini. Foi mal visto, mas o perdão aconteceu quando Ingrid recebeu o óscar pelo seu papel em Anastasia. Quem é que não perdoa a Ingrid? É difícil não perdoar tal beleza cheia de magia exótica e etérea.


Ingrid é a atriz que disse a frase mais famosa do cinema, segundo a AFI: “Play it, Sam”. Talvez se fosse referida por outra estrela, a fama da frase não fosse tão grande. As coisas que Ingrid diz têm magia. Ingrid é misteriosa como Garbo, mas não é fria. É de aspecto frágil, vulnerável. É dona de um rosto que a tela quer beijar. É atriz, estrela, mistério e beleza. É encantamento que seduz mesmo à meia-luz.




Citação retirada do livro "Cinema" de Ronald Bergn, de 2008 (o original é de 2006) e editado em Portugal pela Civilização

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

As duplas que eu mais gosto do cinema

As duplas românticas de cinema! Tão importantes, tão irresistíveis! Ora listo as minhas favoritas sem ordem específica de preferência.


Fred Astaire e Ginger Rogers





Talvez esta seja a minha segunda dupla favorita. As duplas nos musicais resultam-me fascinantes, porque, para mim, a química da dança é a mais irresistível. Se dois bailarinos dançam bem e com empatia (nem que esta seja uma farça), estamos perante uma dupla maravilhosa. Já li que Fred e Ginger não eram os melhores amigos mas também sei que Fred ofereceu uma prenda a Ginger (um alfinete em forma de pena, julgo eu) que remetia para o vestido que a loira usou no número "Cheek to Cheek" em "Top Hat". Este é o musical melhor da dupla, assim entendem as pessoas. É realmente uma delícia. Fred dava classe a Ginger, como se diz (realmente a jovem era pouco elegante a caminhar e a dançar), e esta dava sex appeal a Fred (não concordo com esta ideia, porque, para mim, Ginger não é sexy). Charme, classe, alegria, evasão são os ingredientes que esta dupla transmite.




Fred Astaire e Judy Garland





Apenas fizeram um filme juntos, "Easter Parade". A dançarina que mais associamos a Fred Astaire é Ginger Rogers. Pode não ser a melhor a dançar, mas como fez 10 filmes com o mestre da dança, é normal que essa associação se faça. Ora, eu sinto uma maior química entre Fred e Judy Garland do que entre o dançarino e a loira. Fred Astaire e Judy Garland não são bonitos em termos clássicos, são baixinhos e simpáticos. Estão tão bem juntos. Transmitem alegria como a dupla Fred e Ginger não consegue. Obviamente que Judy Garland é muito melhor a cantar que a dançar. Os números entre Fred e Ginger são bem mais belos que as danças entre Fred e Judy. Contudo, a alegria, a química entre os dois baixinhos divertidos é mais notória e irresistível.



Humphrey Bogart e Lauren Bacall





Não sou fã dos filmes que vi entre eles os dois e, sinceramente, não vejo uma química gigante e escaldante entre o durão e a "the look". Acontece que como sei que os dois eram muito apaixonados, boas pessoas e bons atores, a dupla realmente é-me apreciável. Em "To have and have not", a química é mais notória que nos outros filmes que vi. Foi nesse filme que se conheceram e se apaixonaram. 


Humphrey Bogart e Ingrid Bergman





Não há dúvidas de que "Casablanca" é um grande filme. Eu não sou fã, mas sei reconhecer que o problema é meu e não do filme. "Casablanca" é uma maravilha! Acontece que a dupla romântica do filme não me seduz particularmente até ao momento da despedida. Aí sim, estou perante uma das melhores duplas de cinema num dos momentos mais românticos e amargos que a tela grande já mostrou. Ingrid era a mulher mais luminosa em filmes a preto e branco. Marilyn Monroe está para a cor como Ingrid está para o preto e branco. A luz a bater-lhe no rosto, ilumina-a de um modo magnífico. Bogart pegando no queixo dela e levantando a sua cabeça e o seu olhar na direção dos olhos dele é uma das grandes imagens do cinema. O nevoeiro envolvente reforça a aura etérea da dupla. Humhrey Bogart é um homem terreno, duro. Ingrid é angelical, deusa (do estilo da Greta Garbo e da Kim Novak). A mistura entre esses dois atores, dos mais lendários do cinema, é interessante e resulta fascinante na cena final do filme. Quando ele lhe diz que terão sempre as memórias de Paris, estamos perante a frase mais romântica do cinema.



Errol Flynn e Olivia de Havilland





O romantismo de forma infantil, semelhante aos contos de fadas. E há mais romantismo que isto? É tão puro, tão charmoso. Errol o aventureiro e Olivia a doce donzela. Errol é tão alegre e Olivia tão mimosa que parece que vieram do mundo da fantasia (e o cinema é, muitas vezes, fantasia) para nos fazer entrar nesse mesmo mundo.



Vivien Leigh e Clark Gable





Se não se deram especialmente bem nos bastidores, não interessa. Pouco influencia o meu gosto pela dupla daquele que é o filme mais sumptuoso do cinema. Para mim, há harmonia entre Gable e Leigh. Ele está perfeito. Charme, segurança, carisma, simpatia. Vivien Leigh nem se fala. Merecedora do óscar com toda a justiça, a atriz consegue ser uma beldade do sul, cheia de energia e mau feitio. Ela não é sensual. Ele é e parece conseguir fazer das cenas um mar de paixão. Quando a leva pela escadaria acima para uma noite carnal, o espectador percebe que aquele é Gable na melhor forma e Leigh versátil como sempre, fazendo da sua Scarlett O'hara uma mulher vulnerável quando está envolvida nos braços de Gable.



Grace Kelly e James Stewart





Uma dupla pouco falada. É mais abordada aquela que se fez conhecer no requintado filme "To catch a thief", com Grace Kelly e Cary Grant. Eu percebo que Grace e Cary façam uma boa dupla porque os dois são possessores de uma qualidade bastante acentuada em ambos: o charme. Acontece que "To catch a thief" é, a meu ver, um pouco aborrecido. Não sou igualmente fã de "Rear Window", onde Grace Kelly contracenou com James Stewart, mas é inegável que é um filme superior ao outro, além de me divertir bastante mais. A simplicidade de James Stewart contrasta com a elegância de Grace Kelly, mas não se trata de um contraste desconfortável. É estranhamente apreciável. Os dois têm tanta química! As suas discussões, os seus beijos, tudo é tão real e romântico. Uma dupla que deveria ser mais valorizada, devendo ser apreciada como o filme que os viu juntos, que é um dos clássicos mais amados do cinema.



Gregory Peck e Audrey Hepburn





Que atores tão simpáticos! Num filme tão simpático, "Roman Holliday". Gregory Peck é dotado das qualidades de James Stewart: simples, divertido, humilde, charmoso (estou a falar baseando-me no filme que fez com Audrey, mas julgo que o homem devia ser simpático também na vida real). Audrey Hepburn é, igualmente, boa onda. É uma versão feminina de Gregory. Os dois a passear por Roma materializaram a felicidade!



Kim Novak e James Stewart





Dupla pouco falada mas que, para mim, é importante. Não é que eu ache que Kim e James tenham uma química gigante. Por mais que eu seja fã de Kim, ela é demasiado fechada para transparecer química com um homem, ou uma mulher. Mas eu sou fã de "Vertigo" e é-me difícil não gostar da dupla por menos química que haja. Em "Bell, Book and Candle", outro filme com Kim e James, é me fácil analisar a dupla. Eu não gosto muito da comédia que eles fizeram e vejo como não há uma química considerável entre os dois. Há um beijo romântico (na cena em que Kim enfeitiça James) mas não é uma relação envolvente. Em "Vertigo" estavam melhores. Apesar de tudo, é uma dupla que, para mim, é relevante porque está presente naquele que é o melhor filme de sempre.




Spencer Tracy e Katharine Hepburn





Amantes na vida real e na tela. E estamos perante dois bons atores. Logo, a dupla é forte e tem química. Spencer tracy não é um galã e Hepburn não é sexy, mas são um casal real, envolvente.



Katharine Hepburn e Cary Grant





Esta dupla é maravilhosa. A minha favorita. Cary e Katharine são atores com um jeito para a comédia notório. São divertidos, simpáticos mas diferentes de James Stewart, Audrey Hepburn ou Gregory Peck. Cary tem um charme snob e Katharine é dura. Essa mistura dá-lhes graça. Em "The Philadelphia Story", a química é perfeita. Os dois são bons comediantes, mas com classe. Em "Bringing up Baby", os dois estão ainda mais maravilhosos. Cary parece brincar com a classe dele ao ver-se perante situações muito embaraçosas. Katharine é versátil e consegue fazer de mulher desvairada. Uma dupla maravilhosa.



Fred Astaire e Cyd Charisse





Ann Miller e Cyd Charisse são as melhores bailarinas do cinema clássico e, ao pé de Fred Astaire, fazem uma dupla cheia de charme e beleza. Ann Miller apenas fez um filme com Fred e nem sequer são o par oficial do filme (estou a referir-me a "Easter Parade"). Já Cyd fez, se não me engano, dois musicais com o rei da dança. "The Band Wagon" é um musical maravilhoso e Cyd e Fred fazem um par charmoso não só por dançarem muito bem os dois mas também porque são pessoas simpáticas.



Audrey Hepburn e William Holden





"Sabrina" é mais belo que "Roman Holliday", mas Gregory Peck faz um par mais simpático com Audrey Hepburn do que William Holden. Obviamente que isto se deve, em parte, ao facto de Peck fazer uma personagem mais simpática que Holden, mas também se deve ao facto de Peck ser mais acessível, simples, simpático que Holden. Não que Holden não seja uma figura simpática, mas prefiro Peck. Ainda assim, gosto de ver Audrey Hepburn com William Holden, mesmo que, em "Sabrina", ela fique com a personagem de Bogart. É uma química poderosa assim como a que está presente em "Roman Holliday".



Cary Grant e Ingrid Bergman





Cary não é muito simpático nem afetuoso para com Ingrid numa das obras clássicas do mestre do suspense. Estou a falar do filme "Notorious". Ele é frio para com ela em quase todo o filme, compensando a sua atitude no final, quando a salva, levando-a para fora da mansão. Embora não seja uma dupla muito romântica, os dois são bons atores e têm tanto carisma que é difícil não gostar da dupla.



Rita Hayworth e Fred Astaire






Sempre que o Fred Astaire entra num musical, eu aprecio a dupla. E com Rita Hayworth não podia ser diferente, se bem que gosto mais de ver Fred com Cyd, Judy e Ginger. Rita dança bem, é elegante como Fred e é a sua parceira mais bonita. Todavia, não tem a alegria das outras parceiras. Mas as minhas ideias pouco interessam. Fred adorou trabalhar com Rita (fizeram dois musicais: "You'll never get rich" e "You were never lovelier"), considerando que a deusa ruiva havia sido a sua parceira favorita (não sei se disse isto já depois de ter dançado também com Judy e Cyd).



Mickey Rooney e Judy Garland





"Love finds Andy Hardy" é, para mim, o filme senhor Inocência e Alegria Juvenil. O filme é mais de Mickey Rooney que de Judy Garland, mas a minha estrela favorita do filme é Judy e, obviamente, Lana. Pessoalmente, não sou grande fã de Mickey enquanto ator. No entanto, o ator da série de Andy Hardy e Judy Garland fazem uma dupla poderosa, repleta de alegria e energia. São os representantes dos jovens de outros tempos. Não acredito que representem aquilo que os adolescentes eram na realidade (Mickey e Judy são demasiado puros, alegres, decentes, inocentes). Mas acredito que ambos representassem o ideal de jovens. Aquilo que a sociedade queira que os jovens fossem. E, possivelmente, estes queriam ser como Mickey e Judy. Quem não queria? Com aquela alegria, vontade de construir o futuro e, obviamente, montar um espetáculo (tema que os amorosos, ainda que longe de serem uma maravilha, "Babes in Arms" e "Babes on Broadway" mostram).



Hedy Lamarr e Charles Boyer





Vi recentemente "Algiers", um bom filme, por estar interessado em conhecer a dupla Charles Boyer e Hedy Lamarr. Fiquei admirado como o livro "Leading Couples: The most unforgettable screen romances of the studio era" (não possuo o livro) inclui esta dupla, pois, depois de investigar alguma coisa de cinema, eu nunca tinha ouvido falar. É de admirar como uma dupla formada por dois atores não muito conhecidos e com fama de serem medíocres na sua profissão, além de apenas terem realizado um filme juntos, surja no livro. Eu, perante esta situação, pensei que se deveria tratar de um dupla com muita química. Ora, não achei. "Algiers" é um bom filme, Boyer, que, para mim, não é assim tão mau ator como dizem, está bem e Hedy Lamarr é bonita, mas eu sinceramente não a acho boa atriz. Com uma atriz de pouco talento, a força desta união perde encanto. Apesar disso, é uma dupla que eu gosto. O charme dele e a beleza exótica dela, reunidos no ambiente também exótico do filme, fazem com que a dupla seja sedutora. Não é das melhores duplas, mas tem o seu charme.


Greta Garbo e Mervyn Douglas





Mervyn Douglas não é um ator muito conhecido e eu apenas o conheço do filme "Ninotchka". A dupla Garbo/Douglas é pouco abordada, mas, para mim, é maravilhosa. Greta Garbo é reservada e de aparência fria como Kim Novak. Poder-se-ia dizer que ela apenas fica bem sozinha (para brincar com a famosa frase que, para sempre, lhe ficou associada), mas a diva tem realmente química com Mervyn. O papel dela no filme referido também é romântico, facilmente concretizador de um dupla deslumbrante do cinema. Mas não basta ter isso em conta. Garbo está realmente fantástica com Mervyn. Mesmo quando faz de mulher fria, a união entre os atores é fantástica. Mervyn é divertido e charmoso, contribuindo para o poder da dupla, ao tentar mudar o aspeto distante de Garbo.


Robert Mitchum e Jane Russell


Eu nunca vi nenhum dos filmes em que esta dupla entrou ("His kind of woman" e "Macao"), mas a curiosidade é bastante pelas cenas que consegui assistir onde o durão Mitchum contracena com a igualmente rígida Jane Russell, uma atriz que eu gosto muito. A química é perceptível, mesmo vendo-se apenas alguns clips dos filmes. Eles são carnais, fortes, intensos, agressivos. Fazem uma dupla nada etérea, mas irresistivelmente física.



Myrna Loy e William Powell





Vi "The Great Ziegfeld", onde a dupla William Powell/Myrna Loy assume-se como protagonista, embora Myrna quase não entre em cena e demore bastante tempo para aparecer (claro que a narrativa, baseando-se na vida de Florenz Ziegfeld, assim o exigia, mas fiquei um pouco decepcionado por Myrna não entrar tantas vezes e tão tarde no filme) . A química não é forte, mas creio que a série de filmes "The Thin Man" é a mais adequada para se ver a magia entre Myrna e Powell. Acho que vou gostar. Escolhi esta dupla porque Myrna é das minhas atrizes favoritas e ela fica bem com quase todos os atores ao fazer de esposa perfeita, o seu papel mais lhe associado. Por excertos que vi da série "The Thin Man", a química é notável.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Os meus filmes favoritos dos anos 50 (top ten)

1. Vertigo (1958)




2. Singin' in the Rain (1952)




3. Cinderella (1950)





4. Gentlemen prefer Blondes (1953)





5. Sabrina (1954)



6. All About Eve (1950)




7. Imitation of Life (1959)





8. Sleeping Beauty (1959)






9. Pal Joey (1957)






10. The Band Wagon (1955)



Os meus filmes favoritos dos anos 30 (top ten)

1. Bringing Up Baby (1938)





2. Gone with the Wind (1939)





3. Top Hat (1935)




4. Snow White and the seven Dwarfs (1937)




5. It happened one night (1934)





6. The Wizard of Oz (1939)





7. Love finds Andy Hardy (1938)




8. The Adventures of Robin Hood (1938)





9. Ninotchka (1939)





10. Algiers (1938)




Os meus filmes favoritos dos anos 40 (top ten)

1. The Heiress (1949)









2. Double Indemnity (1944)





3. Rebecca (1940)




4. The Postman Always rings Twice (1946)







5. Suspicion (1941)






6. Shadow of a Doubt (1943)




7. Gaslight (1944)






8. The Dark Mirror (1946)




9. Mildred Pierce (1945)









10. The Letter (1940)