quarta-feira, 15 de abril de 2015

The show must go on: Musicais de Hollywood (música, happy end e, claro, Technicolor)

Era uma vez, em terras distantes, um grande estúdio chamado Metro Goldwyn Mayer. De entre todos os estúdios de Hollywood, a MGM foi a que melhor incorporou a filosofia do happy end e do escapismo através dos seus musicais.

On the town (1949)

O musical é, para mim, o género por excelência do cinema clássico de Hollywood. E isto é muito provavelmente um facto. O cinema musical surgiu com os filmes sonoros. A própria Jacqueline Nacache afirma que "o cinema de Hollywood quase cantou antes de falar" (p 98, 2005).


Se nos outros géneros, a música auxilia a imagem, no musical, aquela já não é "um elemento [...] redundante, mas dominante" (Nacache p 98, 2005).


Género caro, compreende-se que a MGM, o estúdio mais poderoso de Hollywood, conseguisse alimentar mais e melhor o musical que os restantes seus concorrentes.


Quando penso em musicais, vem-me à cabeça Gene Kelly dançando à chuva e encarnando a felicidade absoluta numa das cenas mais memoráveis do cinema, na Judy Garland sonhando com um reino de felicidade que contrarie a inóspita terra de Kansas, Marilyn rodeada de pretendentes que não lhe interessam, visto os melhores amigos de uma rapariga serem diamantes, Fred Astaire bailando com Ginger Rogers num cenário branco onde o chão é tocado pelos sapatos pretos daquele que é o melhor dançarino de Hollywood. Bem, quando penso em musicais, penso em felicidade, sonho, beleza, evasão.

Cena de Singing in the rain

Vincent Minnelli, Arthur Freed, Busby Berkeley, Gene Kelly, Fred Astaire, Judy Garland, Cyd Charisse são nomes representativos daquele que é o género mais glamoroso de Hollywood.

Cyd Charisse- The band wagon

Eu sou um claro pessimista. Eu duvido que o musical volte a ser como era. Se antes era o género de excelência de Hollywood, desde os anos 60 que tem perdido força, presença. O musical, se antes vivia no e para o sonho do espectadores, agora vagueia nessa mesma dimensão mágica mas como um fantasma esquecido. Não há certezas da reencarnação e, por isso, duvido que o musical volte a encher gente no cinema e apaixonar multidões. 

A forma de entretenimento do musical de antigamente já não é satisfatória, infelizmente. As pessoas não se satisfazem da mesma maneira. Cores, pura fantasia, alegria já não satisfazem. Ainda bem que existem DVD'S para que eu, e outros apaixonados, possam viver as cores berrantes presentes nos cenários onde Gene Kelly dança e canta em nome da alegria e do romance. Quase não se vêem musicais nos dias de hoje e é um género pouco apreciado. Não se pode agradar a toda a gente e, se assim é, fico feliz por haver a preocupação de os preservar. Eles são património cinematográfico.

The wizard of oz


A história do musical pode ser dividida em três momentos, como Sérgio Vaz explica. Inicialmente, os musicais mostravam a sua grande influência por parte da Broadway e do vaudeville. Os números musicais não estavam integrados na história. A narrativa parava e apresentava-se o espetáculo para depois retomar a ação. Broadway Melody, de 1929, é o primeiro musical da MGM, produzido por Artur Freed e foi um grande sucesso.Eu nunca vi o filme, mas provavelmente é exemplificativo do que acabou de ser explicado.

Broadway Melody

Sérgio Vaz explica claramente este período do musical:

"No começo, bem no comecinho, foi apenas a apresentação da proeza tecnológica: a partir de 1927, os filmes aprenderam a falar, e, portanto, a cantar também. Então os primeiros musicais eram como imitações dos espetáculos de vaudeville – um cantor apresentava um número, depois vinha um bailarino, depois vinha um mestre no sapateado. E o som era sincronizado com as imagens, respeitável público! Nada de orquestras, ou pequenos conjuntos tocando perto da tela, como até então – tudo vinha pré-gravado, junto do filme, na verdade gravado no próximo filme, nas bordas, nas laterais. Filmes inteiramente falados, inteiramente cantados!"



Num segundo momento, vem o glamour e o espetáculo tão associados ao musical. No início dos anos 30, Busby Berkeley realizou musicais conhecidos pelas suas rosáceas compostas por várias bailarinas em movimentos sincronizados. Aqui o musical ganhou glamour mas ainda havia de faltar um parte crucial para a sua definição mais perfeita: a cor.






Busby Berkeley




Busby, para filmar de cima o efeito teledoscópio, fazia com que alguém fosse pendurado por uma corda com a câmara até ao cimo para poder filmar de cima para baixo (as dançarinas). A subida podia chegar aos 15 metros.



Efeito caleidoscópio de Busby Berkeley


Nos anos 30, surge então Fred Astaire que revolucionou o cinema musical. Estamos no terceiro momento. Como Sérgio Vaz explica, em vez de planos gerais mostrando vários bailarinos, como fazia Busby Berkeley, Astaire defendeu um plano mais aproximado, revelador de apenas um ou dois bailarinos dançando e cuja dança e música estivessem integradas na narração. Não a congelassem mas contribuíssem para o seu avançar.

Fred Astaire e Ginger Rogers em Top Hat, de 1935, no número Check to Check



Busby Berkeley começou na MGM antes de Artur Freed, o mais famoso produtor de musicais da MGM. Diz-se que foi graças a Freed que a música passou a estar integrada na narração.


Artur Freed

É preciso também dizer que, em vez dos planos curtos, passa-se a assistir a planos longos, onde é possível ao espectador apreciar claramente a dança do bailarino. E este deveria aparecer da cabeça aos pés. De todos os musicais de Fred Astaire e Ginger Rogers, dupla famosíssima no que respeita ao género, Top Hat (1935) é o melhor exemplo. Na música Check to Check, os dois atores surgem de corpo inteiro bailando, num longo plano, onde é possível vislumbrar a dança executada pelos dois e observar como a letra é fundamental para o desenrolar da ação: é uma forma de Astaire declarar o seu amor a Ginger e de esta ficar ainda mais confusa com a situação.
Cartaz de Top Hat


Top Hat é uma beleza de musical. Numa glamorosa fotografia a preto e branco, predominam cenários sumptuosos, artificiais onde o escapismo respira. Os EUA estavam mergulhados na grande depressão e, nessa altura, o cinema tinha a importante função de fazer sonhar o espectador, distraindo-o dos problemas e da miséria do dia-a-dia. O musical era um sonho, não a realidade. Daí o sucesso dos musicais de evasão de Fred Astaire e Ginger Rogers, uma dupla formidável.

Uma Veneza idealizada em Top Hat reveladora de glamour e fantasia 


O professor Luís Nogueira faz outra divisão da evolução do musical, mas a ideia-chave é a mesma: espetáculo "tipo" Broadway para passar a musicais em que a música se insere na história.

"Podemos, ainda assim, demarcar pelo menos três fases decisivas na história deste género: uma fase inicial de grande influência das produções da Broadway, que poderíamos designar por período do palco, espaço onde as situações são representadas e que têm nas coreografias fabulosas de Busby Berkeley o seu máximo expoente; o período clássico, onde a integração do canto e da dança na narrativa é plena, fazendo parte integrante da sua progressão, de que ‘Singin’ in the Rain’ é normalmente apontado como o exemplo mais perfeito (filme que aliás aborda a relevância para o cinema de uma tecnologia decisiva para o surgimento do musical, o som síncrono); o período pop, que se destaca por uma apropriação da música rock e pop típica dos tops de vendas e das playlists, que vem substituir a estética musical clássica, muitas vezes assumindo os cenários urbanos e naturais de forma plena, de que é óptimo exemplo ‘Moulin Rouge’ " (Nogueira 2010, 35).

Talvez a época mais prolifera dos musicais tenha sido a década de 40 com filmes como Meet me in Saint Louis, Cover Girl, The Pirate, Easter Parade e On the Town. Mas foi nos anos 50 que surgiram os mais famosos musicais, precisamente numa altura em que o seu reinado de ouro estava para acabar: Singing in the rain é o arquétipo de musical, tendo ficado em 1º lugar no que toca aos melhores musicais de acordo com o American Film Institute. An American in Paris, The band wagon e A star is born são outros títulos poderosos. Os anos 60 também dariam à luz belos musicais: West side story, que ocupou o segundo lugar de melhor musical de acordo com a AFI, My fair lady e The sound of music.


Nacache afirma que o cinema musical da era dourada de Hollywood é um género reflexivo, uma vez que reflete "a instituição que o produz" (Nacache 2005, 100), bem como outros géneros. Por exemplo:

Singing in the rain (retrata o mundo do cinema na transição do cinema mudo para o sonoro);


Cena romântica entre Gene Kelly e Debbie Reynolds em Singing in the rain



The bang wagon brinca com o filme noir;

Cyd Charisse como femme fatale e Fred Astaire como detetive próprios do filme noir na cena mais memorável de The band wagon



On the town parece um filme de suspense.


Frank Sinatra, Gene Kelly e Jules Munshin em On the town

Julgo que foi com The wizard of oz que o musical começou a ganhar uma das suas mais reconhecidas características, a cor através do technicolor.

O musical evolui nos anos 30. De Busby Berkeley, passou-se a assistir à dupla esplêndida de Fred Astaire e Ginger Rogers para, antes do início da década seguinte, assistir-se a um dos mais maravilhosos musicais, onde a letra está completamente inserida na narrativa: The wizard of Oz, um musical de excelência.

Dorothy, interpretada por Judy Garland, canta Over the Rainbow, ansiando encontrar uma terra onde os sonhos se realizem. Mal ela sabe que está prestes a ir parar ao colorido mundo de Oz

Os anos 40 conheceriam uma produção de musicais coloridos, sendo o produtor Artur Freed e a sua equipa os mais importantes responsáveis pela realização de musicais. Vincente Minnelli cria Meet me in Saint Louis, que é um sucesso estrondoso, onde a sua marca está inegavelmente presente. Basta pensar no esplendor de cores vivas e harmoniosamente combinadas, tão belas quanto as músicas cantadas por Judy Garland.

As cores vivas de Meet me in Saint Louis



Foi no decorrer da realização deste filme, que Minnelli e Judy se conheceram e  se apaixonaram.

A MGM era a rainha dos musicais, mas é importante referir que a Columbia, um estúdio menor, tinha na manga uma deusa do technicolor, Rita Hayworth. Se no início dos anos 40, Rita fez par com Fred Astaire em dois musicais ao estilo de "Top Hat", em 1944, a deusa do amor realizou um dos filmes que lhe é mais reconhecido e que eu amo: Cover Girl. A Columbia esmerou-se e fez um musical à altura dos da MGM. Cores, música e dança. Tudo está presente, exceto o facto de quase todas as danças serem executadas de forma teatral sem estarem integradas na trama. Neste filme, Gene Kelly tem um papel de destaque, jovem que naquela altura não era uma estrela de renome, tendo sido emprestado pela MGM aos estúdios de onde Rita era a estrela principal.


Depois de cantarem, em Cover girlLong Ago (and Far Away), música que foi nomeada para o óscar de melhor canção, Gene Kelly e Rita Hayworth beijam-se, fazendo as pazes.



Judy Garland e Minnelli foram uma dupla poderosa. Meet me in Saint Louis e The Pirate, de 1948, são filmes em que realizador e atriz marcam a sua assinatura.

Judy Garland e Gene Kelly a interpretar Be a clown em The Pirate


Em The Pirate, que eu sinceramente não gosto, Judy troca passos de dança com um já conhecido Gene Kelly e, em 1948, apresenta-se de mendiga com um incrível Fred Astaire para dançarem e cantarem aquele que, julgo eu, ter sido o seu favorito número de entre aqueles que executou: A Couple of Swells.


Número A Couple of Swells

Summer Stock, estreado em 1950, seria o último filme de Judy na MGM. Logo ela seria suspensa, mas regressaria ao cinema triunfante com a mega produção A star os born, filme de 1954. Nessa altura, o reinado dos musicais estava a desvanecer-se. Acontece que também foi nessa altura que se fizeram grandes produções musicais, as maiores da história. Singing in the rain é a obra-prima de musical. Não é o meu favorito, mas é impossível não lhe dar o devido valor. Colorido e de música contagiante, Singing in the rain é o claro exemplo de felicidade. A felicidade é feita de pequenos momentos, mas se alguém vir o referido filme várias vezes, passa a olhar a felicidade como uma sensação mais duradoira. Talvez, não seja bem assim. Qualquer filme que seja visto muitas vezes cansa. Mas Singing in the rain é uma maravilha.


Judy interpreta Get Happy em Summer Stock


Judy interpreta The man that got away em A star is born

Debbie Reynolds e Gene Kelly em foto (promocional?) de Singing in the rain

Não é nada original gostar deste filme e qualquer amante de musicais o menciona na sua lista de favoritos. Mas caramba! O filme é muito bom. Tão feliz, optimista. Quase que ao vê-lo passamos a gostar do nosso pior inimigo! Existem musicais excelentes como West Side Story e The wizard of oz mas nenhum nos põe com alegria de viver como Singing in the rain. Gene Kelly é só o segundo melhor dançarino na história do cinema, Debbie Reynolds é uma fofinha e Cyd Charisse é muito sensual. Tive a oportunidade de na UBI ver o filme em tela grande. A chuva nunca foi tão alegre no cinema!

Artur Freed queria que os escritores Betty Comden e Adolph Green escrevem-se uma história baseada em músicas antigas da sua autoria. No meu DVD do filme, é possível ver os clips originais (as músicas em filmes mais antigos) e tenho ideia de gostar mais da versão presente em Singing in the rain.

Em Singing in the rain existem duas mulheres lindas e talentosas: a doce Debbie Reynolds e a sensual Cyd Charisse. Debbie tinha 15 anos quando chegou à MGM. No making off de Singing in the rain, a atriz fala um pouco da sua estadia no estúdio mais poderoso do meio cinematográfico.


Debbie em Singing in the rain

"A minha família era nazarena e a Igreja acreditava que ser atriz era imoral. Mas o meu pai viu que a MGM era como uma família e que não se passava nada de depravado ou mau".

No seu primeiro dia de gravações, Debbie filmou Good morning, cena em que brilha. Ela recorda com carinho Gene Kelly e diz que ele era muito perfeccionista. Acredito que fosse, vendo a maravilha que são os seus números musicais.


Donald O'Connor, Debbie Reynolds e Gene Kelly interpretam o número Good morning

Segundo Debbie, o filme foi um sucesso mas apenas teve duas nomeações para oscars, não ganhado nenhum. A atriz julga que isto aconteceu devido ao grande vencedor de oscars, nomeadamente de melhor filme, do ano anterior: An american in Paris. Este musical foi um enorme sucesso e eu simplesmente fico aborrecido só de pensar nele.


Cena de An american in Paris

De modo a responder ao sucesso de Singing in the rain, Vincent Minnelli realizou o também divertido The band wagon. Fred Astaire, embora mais velho que Gene Kelly, provou continuar a ser o melhor dançarino de Hollywood. Tanto ele como Gene dançam bem, mas Astaire tem qualquer coisa que Gene não possui: a elegância, a flexibilidade. Ele parece voar, parece estar sem ossos enquanto baila.


Cena de The band wagon

Cyd Charisse, no maravilhoso documentário "Musicals, Greatest Musicals", presente no DVD de Singing in the rain, sobre a equipa de Artur Freed, o maior produtor de musicais da MGM, diz aquilo que distingue essencialmente Fred de Gene:

"“Fred era elegante, de movimentos amplios. E Gene queria ser o homem da rua. Eram completamente opostos”

A maravilha que é o musical caracterizou, acima de qualquer género, o cinema de Hollywood. Mas tudo tem um fim e, a meados dos anos 50, o musical começou a fracassar. Consigo entender isso. Acredito que findada a Segunda guerra mundial e com o surgimento de estrelas mais próximas de interpretações menos teatrais como Marlon Brando, os musicais estavam a perder o seu terreno tão fértil nos anos 40. Betty Comden, no documentário "Musicals, Greatests Musicals" fala, a este propósito, do musical It's always fair weather, de 1955.

"As estreias dos filmes eram grandes acontecimentos. Estreavam-se no Music Hall de Nova Iorque. Era todo um acontecimento. Um dia abrimos o jornal e vimos: It's always fair weather estreia-se em 11 cinemas ao ar livre. 'Que se passou?' Compreendemos que os musicais iniciavam a sua decadência".

Stanley Donen aborda este assunto, dizendo que os musicais "Haviam perdido o seu impacto económico". Não nos esqueçamos que eram filmes caros e a era dos estúdios estava a fracassar. O cinema clássico estava a dar lugar a um novo cinema, onde o glamour e o puro entretenimento não teriam o mesmo lugar que antes.

Gigi, um filme de 1958 e ganhador de vários óscars, incluindo o de melhor filme, é considerado o último musical da equipa de Freed. Eu nunca vi o filme, mas ele não é muito apreciado, apesar do sucesso que foi na altura.


Cena de Gigi

Nos anos 60, o cinema já não era o mesmo. Filmes novos, estrelas novas. Ironicamente, o musical ganha uma sumptuosidade desconhecida com três filmes elevados à categoria de obra de arte: West side story, My fair lady e The sound of music. Se antes ligado essencialmente ao entretenimento (um musical era, quase sempre, uma comédia musical), este género passa a representar uma aura mais séria como se vê claramente em West side story, uma versão moderna da história de Romeu e Julieta. The sound of music também tem os seus momentos obscuros, mas não são tão acentuados.


Rita Moreno em West side story

Existem musicais recentes que são um sucesso como Moulin Rouge, Chicago e Mamma mia, mas o musical já não é um género dominante, frequente, adorado. É comum eu ouvir que o musical não é o género favorito de algumas pessoas. Essas pessoas certamente não viram as maravilhas que Freed fez anos atrás mas, mesmo assim, acredito que não gostariam. A beleza leviana, colorida e com músicas clássicas está (e isto é difícil de dizer) um pouco ultrapassada. Esse entretenimento já não resulta de um modo economicamente rentável. Mas, ainda bem, que existem DVD'S para fãs nostálgicos e para jovens, como eu, que amam descobrir estas maravilhas. Felizmente, existem exceções. Singing in the rain e The wizard of oz são hoje adorados por muita gente e julgo serem rentáveis no mercado. Quando o cinema é bom, é bom sempre.


Famosa imagem (promocional?) de The sound of music


Maravilhosa Audrey Hepburn em My fair lady


A talentosa Renée Zellweger em Chicago

Nicole Kidman sempre bela. No filme Moulin Rouge

Tenho pena de não ter ido ao cinema ver Mamma Mia. Sou fã dos ABBA.




Não sei se o musical voltará em força. Se isso acontecer, não é assim tão cedo e muito menos da forma que já foi representado (alegre, glamoroso, onírico, teatral). Ainda bem que os clássicos musicais existem para podermos seguir, enquanto espectadores, as maravilhosas estradas de tijolo amarelo para chegar até um reino em que um pavimento molhado da chuva é o melhor chão para se dançar uma valsa.

Bibliografia:

Vaz, Sérgio. 2015. Chapéu Alto/ Top Hat. Disponível em http://50anosdefilmes.com.br/2015/o-picolino-top-hat/

Nogueira, Luís. 2010. Manuais de Cinema II: Géneros Cinematográficos.  Livros LabCom. Disponível em http://www.livroslabcom.ubi.pt/pdfs/nogueira-manual_II_generos_cinematograficos.pdf.

Nacache, Jacqueline. 2005. O Cinema Clássico de Hollywood. Lisboa: Edições Texto & Grafia.