quarta-feira, 25 de março de 2015

Lana Turner, a representante do glamour de Hollywood

Ela foi um ícone indissociável de glamour no cinema. Não tinha o mistério de Greta Garbo, a energia sensual de Rita Hayworth nem a sensualidade irresistível de Marilyn Monroe. Mas transbordava glamour, esse conceito que o cinema norte-americano da era clássica, e sobretudo a MGM, produziu como ninguém. Nada de vulgaridades, coisas explícitas. O cinema não trabalhava assim. O glamour era, naqueles tempos puritanos, o substituto da pornochanchada. E, sinceramente, eu gostava muito mais.







Lana Turner é talvez o símbolo sexual mais puritano que existe. O seu auge foi nos anos 40, ao contrário de belezas como Marilyn Monroe que se expuseram bem mais nos mais liberais anos 50. Rita Hayworth ou Ava Gardner, estrelas da década de 40, mostravam mais que Lana, não fosse Rita dançarina e Ava a mulher de curvas inegáveis.

Lana é fotografada vestida, bem vestida, muito vestida se for necessário. Mas bastava o arquear das sobrancelhas e o seu ar de desdém para transbordar sensualidade (e até sexualidade). Por isso, ela merece o prémio de símbolo sexual por excelência.






Proveniente de uma família pobre, a jovem Julia Jean Mildred Frances Turner nasceu a 8 de fevereiro de 1921. Aluna pouco empenhada, a ruivinha faltava às aulas da escola secundária de Hollywood. Estava a tomar um soda no Top Hat Malt Shop (onde, julgo eu, se compôs anos antes a canção "Over the Rainbow"), quando um caça talentos lhe perguntou se ela desejaria entrar na indústria de cinema. A jovem respondeu "Tenho de falar com a minha mãe". O resto é história.






Foi na Warner Brothers que fez a sua estreia no filme "They won't forget" (1937) e, de facto, o filme tornou-a inesquecível aos olhos do público. A cena em que caminha com uma camisola justa ao corpo tornou-a um icóne sexual. A cena foi tão forte que Lana passou a ser apelidada de "Sweater Girl", alcunha que a loira nunca gostou.


Lana na cena de "They won't forget" através da qual se tornaria conhecida por "sweater girl"

No livro Lana: the Memories, the Myths, the Movies, a sua filha, Cheryl Crane, aborda essa questão.


"The first time Mother saw herself in a movie was at preview of They won't forget. Seat beside Gran in the theater, "this thing came across the screen." As she watched herself bounce down that street larger than life, she was absolutely mortified. She wanted to crawl under the seat. Instead, she slumped down lower and lower. Mother hadn't seen the daily footage during shooting or ever know what "dailies" were yet. This vision of a girl, shown from back to front and back again, whose body bounced as she walked, eliciting whistles from male members of the audience, was quite a shock to her.
Her bra size was a 36B, which is not very big by Hollywood standards, but her bra was unpadded and didn't offer any support. That's why she bounced. She was just being her natural self, an uninhibet sixteen-year-old girl with a rakish beret on her head, walking down the street unaware of her body. When the scene was filmed she had been told to walk from one part of the set to the other and she did. From that onscreen moment, people knew her name, but she was initially so upset I don't know how she continued, except for the paycheck" (2008, p 27).

Citações de Lana Turner sobre o mesmo assunto:

"From the moment I walked down the street in that first picture, They won't forget, I evidently was a so called sex symbol-to everyone except myself."

"For quite a while I was ashamed to face people-I also found it embarrassing to turn my back on them."


Não demoraria muito até que Lana se tornasse uma atriz da MGM, o estúdio que se podia vangloriar por ter "mais estrelas do que as que há no céu". Lana era mais uma potencial estrela junto das mais brilhantes de todos os tempos como Greta Garbo.






Ela foi primeiramente escalada para o papel de Chyntia Potter em "Love finds Andy Hardy" (1938), junto da dupla maravilhosa Mickey Rooney e Judy Garland e da bela morena Ann Rutherford. Sinceramente, por mais que o filme seja uma simples história carregada de infantilidade, eu amo-o de paixão. Ainda que nova, Lana já revelava tendência para ser um sex-symbol como rapariga sexy e cujo único interesse é beijar rapazes. Talvez o papel fosse semelhante à personalidade de Lana até certo ponto, visto ela ter chegado a dizer que "Os rapazes gostavam de mim e eu gostava dos rapazes".




Foto (promocional?) do filme "Love finds Andy Hardy"



Mickey Rooney, que estava de olho em Lana Turner, a chamou de "baby glamour", mas a jovem estrela não estava interessada no astro adolescente romanticamente.

Judy admitiu que Lana era o seu ideal de beleza ("that's beauty" como Judy definiu Lana).

"If asked who she’d like to look like, Judy instantly replied “Lana Turner. THAT is beauty"".

Por mais talentosa que fosse, Judy não correspondia aos ideias de beleza defendidos por Hollywood (embora eu não a considere feia), o que a entristecia e a tornava insegura quanto à sua aparência. Apesar de tudo, ambas foram boas amigas, chegaram a ser vizinhas e Lana disse a Judy aquilo com o qual eu concordo: "Eu dava a minha beleza para ter o teu talento".



Lana Turner e Judy Garland nos bastidores de "The Bad and the Beautiful". Judy, que foi visitar Lana, já não trabalhava na MGM quando isto aconteceu


Lana foi aloirando o seu cabelo (que ela dizia detestar). Foi também feito filmes de pouco interesse, que ela qualificava de "sillies", até fazer um que seria um dos mais iconicos da sua carreira e um dos meus favoritos. O melodrama musical "Ziegfeld Girl" (1941). Embora os nomes "James Stewart", "Judy Garland" e "Hedy Lamarr" apareçam em cima do de Lana, ela é a verdadeira protagonista do filme. Ela disse que "Ziegfeld Girl" lhe permitiu pela primeira vez fazer um papel que não servisse apenas para ela se mostrar bonita.

Na minha opinião, Lana faz um papel mais complexo, além de que nunca esteve tão bonita como neste filme. A música "You steep out of a dream" tornou-se a sua assinatura. Quando ela entrava em certos lugares públicos, a música começava a soar. Ela era a Ziegfeld Girl no cinema por excelência.



Foto (promocional?) de "Ziegfeld Girl": Judy Garland, Hedy Lamarr e Lana Turner



Lana desce quatro vezes escadas ao longo de "Ziegfeld Girl" mas, para mim, a mais bela sequência surge no final do filme quando Sheila, a personagem de Lana, já não sendo mais uma corista, desce as escadas de um teatro relembrando os seus dias de glória


Lana estava mais bela que nunca e a sua carreira estava a começar a entrar na sua era mais perfeita. Depois de "Ziegfeld Girl", Lana fez "Dr Jekyll and Mr Hyde (1941), um filme de terror, género pouco explorado pela MGM, onde representou junto de duas grandes estrelas, Spender Tracy e Ingrid Bergman. Inicialmente, Lana era para fazer de prostituta e Ingrid, conhecida pelos seus papéis de "good girl", de namorada de Jekyll. Acontece que Ingrid pediu para que os papéis fossem trocados e Lana fez aquele que é menos interessante (acabando por aparecer menos no filme que Ingrid). Apesar de tudo, gostei muito da troca, porque dá a oportunidade de ver a maravilhosa Ingrid num papel sexy, o que revela que a atriz era versátil. Por outro lado, Lana, para variar do seu papel sensual, fez de moça virginial, que lhe caiu muito bem, visto a atriz também ter a sua faceta de menina loira e inocente, angelical.




Foto (promocional?) de "Dr Jekyll and Mr Hyde": Spencer Tracy, Ingrid Bergman e Lana Turner


Lana era capaz de mostrar um rosto doce e inocente como em "Dr Jekyll and Mr Hyde"


Lana ficou desapontada por não fazer cenas junto de Ingrid, excepto a parte do sonho de Jekyll. No entanto, elas não falam entre si nesse momento.






Mais filmes foram feitos, até Lana ter a oportunidade de ter um filme cujo seu nome era o principal em cartaz: "Slightly Dangerous" (1943) .


Imagem (promocional?) de "Slightly Dangerous", uma comédia fraca mas agradável. Lana revela o seu glamour de forma claramente perfeita


Tendo feito filmes importantes, Lana estava ainda prestes a realizar o papel que lhe seria mais reconhecido. Foi no noir "The Postman Always Rings Twice" (1946) que Lana teve um dos seus melhores desempenhos. O filme é um dos meus noirs favoritos e Cora, a personagem de Lana, a minha femme fatal de eleição. O filme foi um enorme sucesso, num ano em que mais duas femme fatais de excelência deram-se a conhecer, Gilda e Kittie, protagonizadas por Rita Hayworth e Ava Gardner.














Rita Hayworth como Gilda em "Gilda" (1946) e Ava Gardner como Kittie em possível foto promocional de "The Killers" (1946)

A censura naquela altura era bem severa e, nesse sentido, de maneira a amenizar a conotação sexual da história, decidiram vestir Lana de branco, dotando-a de um ar mais angelical (se bem que acho o branco mais sensual que o preto).



Lana na sua apresentação em "The postman always rings twice". Sensualmente imaculada.


Embora Louis B. Mayer, o chefão da MGM, não gostasse do filme, Lana disse que Cora foi o papel que mais gostou de encarnar. A loira nunca viu o remake feito por Jack Nicholson e Jessica Lange, ficando chocada quando lhe disseram o que eles faziam na cozinha. A subtileza do primeiro filme ganha em relação à pornografia estampada do segundo. Devo dizer, apesar de tudo, que, por mais que eu goste do primeiro filme, não posso considerar a representação física de Lana melhor que a de Jessica. Por mais bonita que Cora deva ser, ela é uma mulher pobre, que trabalha numa área de serviço. Deve parecer humilde e até um pouco desarranjada tal como Jessica é caracterizada. Lana, pelo contrário, aparece limpa, arranjada, muito bem maquilhada, e com o cabelo super penteado, sem movimento natural.



Lana estudando provavelmente as suas falas no set de "The postman always rings twice"


O diretor Tay Garnett, Lana Turner e John Garfield no set de "The postman always rings twice"


Jessica Lange numa mais realista Cora


Lana numa cena do mesmo filme que nunca chegou a aparecer (penteado feio)


Boneca com uma imitação bem conseguida de Cora interpretada por Lana


Tay Garnett, John Garfield e Lana Turner


A minhã irmã não tem como Cora uma femme fatal por excelência. Para ela, a femme fatal fica melhor sendo morena e sofisticada, sendo Gilda o seu arquétipo de mulher fatal. Eu também tenho como Gilda a melhor femme fatal em aparência. Mas eu amo Cora. E a razão principal para que eu goste tanto dela é o facto de ser Lana a representá-la. Ela, de facto, não é a mais fatal. Ela nem sequer é propriamente maquiavélica nem usa vestidos deslumbrantes, que acentuam fatalidade. Mas eu adoro a personagem.


Lana Turner como Cora



Rita Hayworth como Gilda



"The Three Musketeers" (1948) foi o primeiro filme a cores de Lana Turner, tirando outro anterior em que ela fazia apenas um cameo, e não podia ter havido melhor estreia para a estrela em technicolor. Penteados elaborados, vestidos glamorosos, maquilhagem sensual. Lana adorou representar junto de Vincent Price e recebeu boas críticas pelo seu desempenho.


Vincent Price e Lana Turner em "The three musketeers"



Embora a beleza começasse a escassear nos anos 50, Lana continuava uma mulher lindíssima e foi nesta época que ela realizou dois filmes de grande prestígio (talvez os melhores de sua carreira): "The Bad and the Beautiful" (1952) e "Imitation of Life" (1959).



Pintura pop-art do rosto de Lana realizada por Andy Warhol



Kirk Douglas e Lana Turner numa das cenas mais marcantes de "The Bad and the Beautiful"


Antes do sucesso de "Imitation of life", Lana Turner fez "Peyton Place" (1957), filme de enorme sucesso, pelo qual Lana foi nomeada, pela única vez, ao óscar de melhor atriz. Julgo que foi a primeira vez que fez papel de mãe.


Lana Turner como Costance Mckenzie



Lana amou fazer "Imitation of Life", dando-se bem com Douglas Sirk e tornando-se amiga para o resto da vida de Juanita Moore, a atriz que faz de mãe negra.



Lana e Sandra Dee em "Imitation of life", uma das obras primas de Douglas Sirk. Um melodrama de excelência



Susan Kohner e Lana no mesmo filme


Bastidores de "Imitation of life". Julgo que o homem da direita é Douglas Sirk




"Madame X" (1966) foi o último grande sucesso de Lana Turner, onde a atriz teve um desempenho notável, aparecendo loira e glamorosa ao início para se tornar uma decadente morena. Um melodrama mais trágico que "Imitation of life" mas de qualidade inferior, "Madame X" já mostrava uma Lana mais envelhecida, não mais bela como em "Ziegfeld Girl," mas muito mais experiente como atriz.

Lana parecendo mais velha em "Madame x". Uma das suas mais conseguidas interpretações



Lana também faria sucesso na televisão com a série "Falcon Crest".




Lana é uma estrela que passa meia desapercebida entre tantas outras. Ela não foi a melhor atriz, não foi a mais bela, a mais exótica. Ficou num lugar ofuscado por atrizes mais reconhecidas. Mas eu olho para ela como a minha estrela favorita. Ela adotou esse termo melhor que ninguém. Sempre muito bem arranjada, com o cabelo impecável, revelando os seus complexos penteados decorados por flores ou mesmo pérolas.

Del Armstrong, o maquilhador de Lana, e Helen Young, aquela que a penteava, fizeram de Lana uma atriz de beleza admirável.


Del Armstrong e Lana Turner

O livro Lana: The Memories, the Myths, the Movies dedica um pedaço aos maravilhosos penteados da estrela



De pin-up girl, Lana tornou-se mãe, como ela desejava, nascendo-lhe uma menina chamada Cheryl Crane, em julho de 1943. Uma relação que se acentuou com o passar do tempo, tornando-as inseparáveis.


Cheryl Crane


Lana era sexy. Mas ela não se achava um símbolo sexual. Aliás, a própria atriz admitiu não valorizar muito o sexo. Nunca o procurava primeiramente num homem. Era uma romântica apenas no sentido doce da coisa. Com 7 casamentos fracassados, Lana chegou a dizer que desejara ter tido 7 filhos e um marido mas aconteceu-lhe o contrário. O grande amor da sua vida foi Tyrone Power, com quem nunca casou.




Tyrone Power





Lana valorizava a amizade. A sua lista de amigos é grande. Ela realmente importava-se com os demais e esperava também que os seus amigos fossem verdadeiros para com ela. A sua melhor amiga foi provavelmente Ava Gardner, uma atriz de beleza soberba. Lana era da opinião que as morenas eram normalmente as mais bonitas e Ava é, a meu ver, um bom exemplo disso. Para Lana, Hedy Lamarr, outra estrela da MGM, era uma das mulheres mais belas do cinema. Lana representou com ela em "Ziegfeld Girl", filme no qual ambas "saíram de um sonho".






Imagens de Ava Gardner e Lana Turner 


Curiosidades:

Lana gostava muito de cães e teve vários de raças diferentes. Ela tinha medo de gatos






Lana apreciava o trabalho dramático de Lourence Oliver, Paul Newman, Gene Kelly, Bette Davis, Spencer Tracy, Elizabeth Taylor e Marilyn Monroe


O seu filme favorito era "Gone with the Wind"

A atriz gostava de cores claras como o amarelo luminoso

interesses: ténis, golf, natação, pintura (Lana pintava para relaxar mas não se achava boa artista) e dança




Lana era católica desde sempre, embora acreditasse na reencarnação

Lana viria a falecer em julho de 1995, aos 74 anos, vítima de cancro da garganta. Apesar de tudo, teve uma vida bem vivida, repleta de emoções, aventuras, amores e desamores. Ganhou a amizade da sua filha e foi amiga de muita gente.

As sua interpretações são bastante variadas. Nos seus primeiros filmes, ela não teve fazer quase mais nada do que parecer bela. A partir de "Ziegfeld Girl", Lana passa a ter papéis mais interessantes. Conhecida essencialmente por representar papéis dramáticos, através dos quais conseguiu os seus maiores desempenhos, Lana mostrou, além disso, jeito para a comédia e para o musical. Com o passar do tempo tornou-se, na minha opinião, uma boa atriz, competente. Longe de ter a capacidade dramática de Ingrid Bergman ou Olivia de Havilland. Mas provou ser mais do que um sex-symbol. Aliás, a loira conseguiu, a meu ver, misturar harmoniosamente um bom desempenho e uma boa imagem. Penso que não fez com que a aparência se sobrepusesse completamente ao desempenho. O seu desempenho em "The postman always rings twice" é um bom exemplo disso. Bem, julgo que a valorização dela como atriz começou bem mais tarde, já depois dos anos em que fez estes filmes.










Lana é um dos sex-symbols com melhor carreira. Vejamos, Rita Hayworh fez vários musicais medianos e dois noirs bastante bons; Marilyn fez basicamente comédias com papéis de rapariga sexy; Jane Russell tem na sua generalidade uma carreira fraca. Mas Lana conseguiu uma certa variedade de papéis e conseguiu entrar em filmes de bom estilo cinematográfico.

Uma das divas do cinema com uma carreira competente. Apesar dos elogios que aqui estou a prestar, confesso que a sua beleza ofuscou quase sempre o seu talento. A própria atriz é mais conhecida pela sua aparência do que pelas suas qualidades como atriz. O que, para mim, sempre faltou em Lana foi alguma energia, mais speed. Mas pouco interessa. Lana é irresistível com o seu porte ensonado.




Uma lady de beleza artificial. Não digo isto de maneira pejorativa. Digo como forma de demonstrar o facto de ela ser a melhor personificação do glamour do cinema. Nome próprio falso, sobrancelhas falsas, cabelo loiro artificial, vestidos belíssimos, penteados complicados, Lana fez de estrela o seu nome e a sua vida. A sua vida dentro do ecrã e fora deste. Apesar de tudo, ela não era, como a sua filha afirma, impenetrável como Garbo. Nunca foi reclusa, distante. Era amiga dos amigos e dedicada aos fãs. Era uma estrela que gostava de ser admirada e admirava tantas outras. Lana afirmou que ela "gostaria de pensar que de um modo pequeno tenha conseguido ajudar a preservar o glamour e a beleza e o mistério da indústria de filmes". Sim, ela conseguiu, e não foi pouco. Por mais que se tenha tornado boa atriz, não esqueceu de fazer aquilo que fazia melhor que ninguém, dar beleza ao cinema. Lana Turner tornou-se ainda mais bela graças ao cinema. O cinema atingiu uma beleza estonteante graças a Lana Turner.





A maioria das informações, como todas as curiosidades, foram retiradas do livro escrito por Cheryl Crane e por Cindy De La Hoz, Lana: The Memoirs, The Myths, The Movies (2008)