domingo, 21 de dezembro de 2014

Judy Garland, a gay icon

People are interested when I tell them Judy Garland, in particular in her role as Dorothy Gale, is a gay icon. Exclaim! Why is that lovely girl who crosses the yellow brick road is a gay icon? She has apparently not gay at all. It's just a child living an adventure in a magical kingdom, where it is not portrayed homosexuality or any other sexual orientation.



"There's no place like home"




 "Follow the yellow bick road"



Well, the answer is simple when you consider the context in which The Wizard of Oz (1939) was performed. Since the premiere of Judy Garland, a generating of gay man were obsession with her. At time when there were no famous to support gay causes or to portray in the media such guidance, the gay community took refuge in the girl of cotton blue dress.




"Toto, I've a feeling we're not in Kansas anymore."


But why Judy Garland? She was not even gay?
Known as the "Elvis of homosexuals," Judy "gathered in one person three aspects that enchanted gays: admiration as a performer, a dramatic life, beyond its affected and exaggerated way to express themselves." In fact, see a movie or Judy an interview. The woman is a huge and contagious expressiveness.


This excerpt is interesting:

"The fact was confirmed by report in Time magazine in August 18, 1967, over a Judy show at the Palace in New York." Interestingly, a disproportionate share of their fanclub appears to be homosexual. The tight pants of kids roll their eyes, tearing their hair and practically levitate from their seats, particularly when Judy sings: If happy little blue birds fly / beyond the rainwbow / why oh why can not I, "said the American magazine, which also reported the presence of a Brazilian fan in the audience. in the same text, the psychiatrist Leah Schaefer states that this attraction is because Judy would have "survived many problems and homosexuals identify with this kind of hysteria." for a psychiatrist Lawrence Hattere "Judy took shitload of life, prepared for the fight and became more masculine, and the power that gay people would like to have." "







The Wizard of Oz is full of aspects that easily appeal to gay mentality. The song Over the Rainbow, the most famous of Judy Garland and she sings in that film, easily raises identification by a gay height, that being "different" was a crime.

Somewhere over the rainbow, way up high
There's a land that I've heard of
Once in a lullaby

Somewhere over the rainbow, skies are blue
And the dreams that you dare to dream
Really do come true

Some day I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemon drops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me

Somewhere over the rainbow, blue birds fly
Birds fly over the rainbow
Why, then, oh why can't I?

If happy little blue birds fly
Beyond the rainbow
Why oh why, can't I?





Note that the gay flag is a rainbow. Should not be mere coincidence.

Besides music, don’t forget the "different" and lonely friends that Dorothy know and care: a scarecrow, a tin man and a lion that is clearly effeminate.



The arrival of the kingdom of oz



Form of homosexuals treat was formerly through the expression "friend of Dorothy" (a kind of code). It is believed that this expression may be due to the name of the protagonist of The Wizard of Oz.

Although there is no certainty of anything, the truth is that Judy's funeral coincided with the Stonewall Rebellion, which took place on the morning of June 28, 1969. This rebellion is considered the beginning of the homosexual movement. Arguably, that night, the police came again to the Stonewall bar that was frequented by gays and transvestites. It was common gay being humiliated and expelled from the bar by the police. It turns out that night, homosexuals were mourning and did not react well to the police requirements. Began a brawl scene.





Stonewall Inn

In portuguese

"Williamson, que também é presidente da Associação de Veteranos de Stonewall, afirma que Judy teve tudo a ver com a rebelião. "Quem diz o contrário não estava lá. O quebra-quebra não teria acontecido se Judy estivesse viva", afirma. Ele lembra o clima no dia. "Fui ao funeral, estava chocado. Muitos estavam na praia gay, no Brooklyn, ouvindo as músicas dela, tocadas exaustivamente nas rádios. Depois todos foram para os bares, especialmente o Stonewall. Falavam de seus filmes, músicas, problemas. Estávamos tristes. Alguns choravam e até faziam um brinde à 'Santa Judy'. Várias vezes ela disse que éramos especiais e que nos amava. À uma da manhã, os policiais chegaram", relembra. Ainda segundo o veterano, os policiais atacaram o bar na noite errada. "Alguns deles admitiram que foi burrice ter feito aquilo na parte gay do Village e da Christopher Street no dia do funeral da Judy. Foi um ato desrespeitoso", criticou Williamson."

Veja-se a entrevista de Williamson Hendersom, presidente da Associação de Veteranos de Stonewall.

"O que Judy Garland tem com Stonewall?
Tudo a ver, definitivamente. Aqueles que dizem negam provavelmente, não estavam lá no dia. Senão, saberiam. Se não sabiam são burros ou mentirosos. Porque, na noite do dia 27 de junho, no Stonewall e em todos os bares gays, as pessoas estavam muito tristes. Alguns até choravam pela morte da Judy. Era o dia do funeral dela e muitos estavam em Manhattan para ver o corpo. Algumas pessoas faziam um brinde à "Santa Judy". No Stonewall tocaram exaustivamente alguns discos dela semanas após sua morte. Depois à uma da manhã, os policiais chegaram. Eles escolheram a noite errada, o lugar errado e a cidade errada. Foi imbecil.
O que ela fez para se tornar um ícone gay?
Ela era talentosa e se tornou uma estrela muito jovem, aos 13 anos. Ela também era dramática, apaixonada e se expressava de uma maneira muito exagerada. Os gays seguiam a carreira dela de perto. Ela era a estrela favorita. Ela tinha um poder gay enorme, assim como Barbra Streisend e Madonna. 

A Judy se comunicava com o público gay?
Sim, ela disse várias vezes explicitamente que amava os gays e que eram muito especiais. Ela podia se identificar conosco e a gente com ela. O fato de aquele dia ter sido o funeral dela, claro, fez com que os gays revidassem os ataques. Eles estavam muito tristes de tê-la perdido.

Você foi ao funeral dela?
Sim. Eu fui no dia anterior e vi o corpo, mas não chorei, embora estivesse chocado. Judy tinha apenas 47 anos. Foi um evento enorme, ela era uma celebridade internacional. Vários membros da família Kennedy estavam no funeral.

A vida dela de crise era inspiração?
Sim e o fato dela ser muito dramática nos filmes, como em "Nasce uma estrela", que é um dos favoritos dos gays, também. Ela participou ainda de diversos musicais da Broadway.

Frame of A Star is born (1954), where Judy sing The man that got away

Você acha que se Judy não tivesse morrido Stonewall teria ocorrido em outra época?
Talvez tivesse ocorrido um pouco mais tarde. Ninguém tem como saber. Mas definitivamente não teria acontecido naquela noite. O funeral foi a fagulha que culminou na relebilão.

Onde estavam os gays naquele dia?
Muitos estavam em Riss Park, uma praia gay no Brooklyn em frente a um parque, ouvindo rádio, porque estavam tocando demais as músicas dela. 

O funeral era próximo desse local?
O funeral foi em Manhattan, mas ficava bem próximo. Muitos saíram da praia e foram direto para os bares, especialmente o Stonewall.

Havia alguma programação especial nos bares naquele dia?
As pessoas estavam tocandoƒ as músicas dela toda hora na jukebox. Todos estavam muito tristes, ela era assunto nas conversas, falavam dos seus filmes, das músicas, da vida dela, dos problemas. E depois de tudo o que ela passou, acabou morrendo de overdose de drogas, em Londres. Ela estava debilitada, senão teria sobrevivido. Foi um acidente. 

E como foi a repercussão da morte dela no noticiário?
Ela morreu num domingo e esteve na capa dos jornais a semana toda. A emoção foi sendo construída aos poucos. Muitos policiais que participaram da rebelião têm mantido contato conosco anos a fio e em um de nossos encontros eles admitiram que foi burrice ter atacado o Stonewall na parte gay do Village, na Christofer gay, no mesmo dia do funeral da Judy em Manhattan. Foi um ato muito desrespeitoso. E burro.

Quantos anos você tinha quando saiu do armário?
Eu era tecnicamente bissexual antes da rebelião de Stonewall. Comecei a perceber que gostava mais de garotos quando passei a frequentar o bar.

Fale sobre os bares e os locais que os gays frequentavam... Você tinha medo?
As pessoas não tinham medo de ir a bares gays. Depois que você entrava, estava seguro. Todos os bares eram da máfia e eles cuidavam muito bem, a propósito. Eles gostavam de ter um negócio rentável e tinham que ser agradáveis para os clientes voltarem. Se você quisesse escutar algo na jukebox e o disco não estivesse mais lá, eles colocavam de volta. Eram muito amigáveis. Qualquer pessoa que fale o contrário não chegou a frequentar um bar gay da máfia. Se fossem nojentos ou egoístas nao funcionariam por muito tempo. Os bares eram muito populares e estavam sempre cheios. 

Fale sobre as batidas policiais...
Não era considerada uma batida se os policiais fossem a um bar e recebessem grana. Parava logo ali. Eu estive em muitos bares em que as luzes se acendiam e um policial aparecia na porta. Era um sinal. Eles não costumavam checar identidade, exceto na noite de Stonewall. O que eles faziam era acender as luzes, pegar a grana com os garçons e ir embora.

E se não recebessem a grana?
Eles pediam para os clientes a identidade, que dificilmente alguém tinha, e acabavam prendendo.

A desculpa para prender os clientes gays era a falta de identidade?
Sim, esta era a desculpa que eles usavam.

Os bares realmente tinham a tal licença para vender bebidas?
A gente mal sabia quem era gay lá dentro, como é que poderia imaginar que não tinha licença? As pessoas sempre perguntam se eu sabia. Eu acho que eles não tinham a licença, foi o que ouvi na época. 

Os policiais também promoviam batidas nos bares héteros?
Não, porque eram legais. Naquela época, ter um bar gay significava promover a homossexualidade. E isso era ilegal aqui nos Estados Unidos. Era pura discriminação.

Os policiais batiam nos gays quando prendiam?
Não, isso é mentira. Às vezes, eles liberavam as pessoas no próprio bar. Às vezes, levavam para a delegacia. Eu só fui detido uma vez, foi o suficiente. Foi na noite do Stonewall."




Note that Judy was married with two homosexuals, one is the talented director Vincent Minnelli, and his father was gay. Perhaps this would cause homosexuals identify more with her.



 Minnelli and Judy




I believe that nowadays Judy is not as powerful as gay icon once. While not as influential, is a marca. In a investigation, Judy took first place as female gay icon.


 References:

http://acapa.virgula.uol.com.br/politica/morte-de-judy-garland-pode-ter-motivado-levante-de-stonewall/2/5/8579

http://acapa.virgula.uol.com.br/politica/judy-garland-tem-tudo-a-ver-com-stonewall-diz-veterano-da-rebeliao-de-69/2/5/8597